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Sentimento não é regra, sentimento é exceção. Cada um sente a sua maneira e não adianta tentar generalizar. Se nenhum ser humano é igual, quem dirá o que se passa dentro de cada um. Sentimento não se julga, não se compreende, não se imita, não se repreende. Ele apenas existe. Calado, guardado entre sete chaves. Escancarado, escandaloso, exposto aos sete ventos. Existe sozinho, sem exigência, sem cobrança, sem rótulos. Nasce puro e único, fugindo dos padrões que o mundo insiste em colocar em tudo.
Sentimento nasce cru, sem lapidação. Nasce semente, no anseio de encontrar um lar pra florescer. Implora cuidado e atenção e grita cada vez que é ignorado, sufocado e deixado de lado. Sentimento brota pedindo pra ser espalhado, compartilhado, multiplicado em cada esquina que for possível. Mas a gente mata. Todo dia. Ignora. A gratidão, a alegria, a euforia, a excitação, a compaixão, a empatia, o amor. Até a raiva, o estresse, a ansiedade. A gente alimenta o medo. O medo de sentir, de se envolver, de viver.
A gente esquece que sentir é o que nos torna quem somos. Sentir é incontrolável. Sentir acontece. Demonstrar sentimento é desafiador, mas deveria ser natural, assim como o sorriso que o coração dá toda vez que sente paz. Que nos sobre então singeleza no sentir e sinceridade no momento de apresentar isso ao mundo. Não sejamos assassinos de nós mesmos. Que seja longa a vida de todo sentimento nobre que exista em nós.
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